Mostrar mensagens com a etiqueta By me. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta By me. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sonho ... (by me)





domingo, 11 de janeiro de 2009

"Foi embora!" (by me)




Subi as escadas, abri a porta e gritei:

                “FOI EMBORA!”

Não olhei para trás nem fingi que estava triste.

                “FOI EMBORA!” – gritei outra vez.

Ninguém respondeu, porque ninguém se escondia nas sombras ou nas luzes que banhavam o quarto.

                “-Foi embora.” – repeti mais baixo.

Estava a tentar convencer-me que eventualmente alguém me responderia.

                “-Foi embora…” – Não passou de um murmúrio.

Não havia lamento ou arrependimento na minha voz. Não havia nada porque não havia ninguém para me ouvir. Como sempre, nada na voz nem ninguém para a ouvir.



Foi a falsidade que nos afastou. As aparências desfizeram-se como uma fina camada de gelo e eu vi a tua outra face. Não gostei, como sei que outros não gostaram – já mo tinham dito, mas eu tinha-os afastado um por um. E vê no que deu… duas pessoas separadas como se por uma muralha de pedra (uma muralha de aparências quebradas).

Por fim outros encheram a casa – os quartos, a sala e todos os espaços que deixaste para trás.

Agora pouco me importa se foste para nunca mais voltar – abrir-te-ia a porta uma e outra vez só para ter razões para gritar com cada fibra do meu ser: 


“FOI EMBORA! FOI EMBORA! FOI EMBORA!” 



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mais palavras... (by me)




As palavras não saem,
estão presas no interior.
Debaixo da língua, debaixo dos dedos,
amachucadas e enroladas em si mesmas.

Não sei porque não saem…
Será das mãos frias
ou da cabeça quente? 

Certamente
que da falta de vontade não é,
porque a puder
encheria o mundo de palavras.

Cada folha de arvore,
cada pena de pássaro,
cada tijolo partido
e cada grão de areia no chão.

Todos eles teriam (seriam) palavras
Toda a coisa seria
Todo o ser seria
E tu e eu seriamos também

E quando fossemos
quando todas as coisas fossem palavras,
elas estariam soltas,
não mais presas de baixo da minha língua,
presas debaixo dos meus dedos,
amachucadas e enroladas em si mesmas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Poeta com as mãos... (by me)


De poeta (poetiza)
só tenho as mãos para escrever.

As ideias, essas,
vêm de dentro.
Não do coração ou da pele eriçada,
porque nãos as sinto nem vivencio.
Vêm do cérebro,
da máquina que faz bailar diante dos meus olhos
um sem fim de histórias, casais, pessoas sozinhas, animais e plantas
e um bando de seres inanimados.

O meu parece o de um velho cansado,
que guarda em si vivências de mil vidas,
histórias de cem eras.
Nele não há espaço para mais nada…
Excepto para os poetas,
os que escrevem com as mãos (e com o cérebro)
e não com o coração.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Rocking Chair ... (by me)

Com balanço vejo o mundo – à minha frente só a vidraça brilhante e atrás de mim apenas as tábuas do soalho, demasiado escuras, onde estão gravadas as marcas das nossas vidas.

Guardam histórias, segredos, brigas e reconciliações, essas tábuas manchadas e já sem brilho.

Neste momento o ranger suave da terceira tábua a contar da direita (aquela que tem a terrível mancha de tinta verde) avisa-me que já chegaste.

Um beijo no topo da cabeça, um no pescoço e outro no ombro – é assim que me deixas saber que tiveste um dia longo, sem mesmo me olhares nos olhos.

E eu não o digo e tu também não – hoje as palavras não são precisas…
(ficam para amanhã…)




segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Já não... (by me)


É muito fácil lembrar tudo aquilo que se passou… e muito divertido pensar que o passar dos anos não nos mudou tanto como isso.

(1993)

Continuamos iguais…

(1994)


… talvez menos chorões
… talvez menos mimados
… talvez mais responsáveis
… talvez um bocadinho mais sérios que antes


(1995)

Verdade seja dita… o que nos divertia antes já não tem o mesmo efeito.

(1996)

Já não almoçamos a correr e fugimos da escola para comprar gomas;
Já não faltamos às aulas só para ficar na conversa;
Já não escrevemos mensagens tontas em papelinhos amarrotados;
Já não fazemos cábulas como se a nossa vida dependesse disso;

(1997)

Já não desenhamos nem fazemos balões de falas nas figuras dos livros escolares;
Já não cantamos cantigas repetitivas para prever com quem nos vamos casar;
Já não ficamos nervosos porque não estudamos nada para aquele teste super importante de Língua Portuguesa;
Já não inventamos mnemónicas para decorar as funções do sistema linfático ou os pronomes possessivos em Francês;
Já não jogamos ao “Bate pé”, ao “beijo ou estalo”, ao “35”, à “Ciranda”, ao “Stop” ou aos “Policias e Ladrões”;



(1999)

Já não ficamos com vergonha de receber cartas de admiradores secretos no Correio de S. Valentim;
Já não passamos a maior parte das nossas aulas a apontar as gafes dos professores;
Já não inventamos alcunhas para os professores – como “Ganfias”;
Já não nos candidatamos (e ganhamos as eleições) à Associação de Estudantes;
Já não damos voltas à escola durante os intervalos das aulas;
Já não cantamos canções inglesas em altos berros sem saber o que estamos a dizer;

(2001)

Já não passamos a maior parte do nosso tempo a falar de “gajos bons”;
Já não escrevemos as nossas conversas em cadernos durante as aulas secantes;
Já não rimos de forma descarada nem damos significados menos próprios aos poemas de Fernando Pessoa;
Já não fazemos fita nem empatamos quando temos que ler algo como “Os Maias” ou “Felizmente há luar”;
Já não deixamos os TPC’s por fazer;
Já não nos importamos quando alguém acha que o Brad Pitt é feio;
Já não fazemos pouco da média baixa que temos;
Já não estudamos arduamente para um teste e depois choramos porque não tivemos a nota que queríamos;
Já não escrevemos nas batas de laboratório uns dos outros;
Já não pedimos que nos façam dedicatórias nos cadernos, dossiês, t-shirts e afins;
Já não nos falamos ou encontramos com tanta frequência ….

(2007)


… mas isso não faz de nós menos amigos!

(Aos desgraçados que me aturam há 15, 11, 8 e 6 anos … )

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do outro lado do espelho... (by me)


Gosto dos almoços combinados à pressa …
… e do facto de irmos sempre parar ao Mac!


Gosto das aventuras sem gasolina…
… e de ficar (às vezes) parada no trânsito a cantar em altos berros!


Gosto das gargalhadas idiotas…
… e das figuras tristes que fazemos!


Gosto dos trabalhos feitos à última da hora…
… e das grandes notas que recebem!


E como a Alice do outro lado do espelho…
… gosto do outro lado da ESE!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

É assim ... (by me)


É assim que gosto de começar o dia…
...com beijos lambuzados, abraços apertados, puxões nas pernas, histórias contadas com vozinhas fracas, apertos de mão feitos por mãozinhas pequenas e gordinhas!


É assim que gosto de passar o meu dia…
...com aventuras narradas em tons excitados, com carinhos delicados, com elogios espontâneos, com visitas guiadas por uma sala do tamanho de uma caixa de fósforos mas deliciosamente colorida.


É assim que gosto de terminar o meu dia…
...com um corpo pequenino aninhado no meu colo prestes a adormecer, com um sorriso doce e ingénuo, com um beijinho e um abraço de adeus...


Com a promessa de que o amanhã será ainda melhor!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Palavras ao Vento... (by me)




Escondo-me por detrás de uma muralha de palavras soltas.
Personagens dão vida aos meus mais secretos sentimentos
e vivem o amor que não me é permitido.

E por entre palavras sem sentido
surgem as mais profundas declarações de amor.
Mas não são minhas essas declarações,
são das personagens maravilhosas
que guardam os meus segredos como se fossem os delas.


E os segredos são como palavras soltas ao vento
que não voltam atrás para serem ouvidas.

Assim,
tu nunca saberás o que te quero dizer
porque as palavras enfeitiçadas das declarações de amor
estão reservadas apenas aos príncipes das histórias de encantar.


(Palavras ao Vento - 08/03/2008)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Letras, palavras e frases... (by me)

____________________________________________


Tapo-me com letras, visto-me com palavras e escondo-me por debaixo de frases.
Uso as letras e as palavras a meu belo prazer, só para criar aquilo que mais desejo.
É com elas que te descrevo nos meus sonhos e com elas te mostro o caminho até mim.

Com as letras mais pequeninas desenho escadinhas delicadas;
Com as palavras robustas faço pilhas e torres divertidas;
Com as frases mais marcantes construo muralhas fortes;
Letras, palavras e frases desenham no ar o meu – o nosso – castelo. Lá dentro, escondido num baú de sílabas, longe dos olhos ansiosos por ler, está o meu mais precioso tesouro.

Vem…

Chega mais perto…

E talvez, se o vento se calar e se o teu coração bater mansinho, consigas ouvir as letras… as palavras… as frases… murmuradas só para ti.

domingo, 12 de outubro de 2008

Linhas... (by me)



Nem sei bem como tudo aconteceu…. Como é que duas linhas fraquinhas, cada uma de sua cor, se envolveram uma na outra, se enrolaram e embrulharam para formar um novelo grande e complicado?

As nossas linhas, a minha laranja – vibrante de entusiasmo e criatividade – e a tua preta – carregada de mistério e formalidade – sempre estiveram muito perto, desenhando lado a lado histórias diferentes, intricadas e indecifráveis.
Mas demoraram tanto para se cruzar…

As linhas laranja e preta sempre tiveram muito juntas e nunca soubemos disso - ou pelo menos eu não o soube. Tocaram-se levemente numa mão cheia de ocasiões, mas de uma forma ou de outra acabaram sempre afastadas, espaçadas pelos caprichos do destino. Em ti nunca vi a linha preta como em mim nunca viste a linha laranja. Não era o momento - não nos víamos um ao outro porque não era assim que tinha de acontecer.

Mas o destino é como um gato manhoso, atraído pelas linhas dos novelos de lã colorida!

Não sei se estava distraído ou apenas entediado e com vontade de se divertir quando uniu as nossas linhas que por tanto tempo mantive afastadas.

A verdade é que me lembro perfeitamente do dia em que as nossas linhas deram o primeiro nó. Envergonho-me disso porque nunca decidi guardar essa memória. Mas não posso negar que me lembro que quando te vi pela primeira vez – ou assim eu achava, não me recordando que já tinha olhado para ti uma centena de vezes – tinhas na face uma expressão meio perdida e atarantada mas os teus olhos brilhavam de satisfação.

A minha linha laranja sempre teve tendência para ficar enrodilhada e embaraçada, prendendo entre nós fortes detalhes insignificantes - como a cor da tua camisola ou os ténis azuis que calçavas.

E eu não sabia mas esse primeiro nó era o princípio desordenado de um novelo preto e laranja. Um nó aqui, um nó ali e quando dei por mim estava mais presa em linha preta do que podia desejar. Sacudi-me em todas as direcções, esbracejei e esperneei e a linha preta saltou para longe, para um lugar onde não me podia mais tocar.

Era assim que eu queria viver… uma vida ditada por uma linha laranja vibrante e não por um enrodilhado de linha preta e laranja. E os esforços que fiz para desembaraçar a linha laranja da linha preta deram ao destino a oportunidade de atar a minha linha com outra de outra cor. Era uma linha verde, fraquinha, que em vez de exultar esperança e frescura se dobrava numa rede fina de segurança que não me deixava ficar sozinha. E era isso que eu precisava, de companhia e segurança. Mas como uma hera selvagem, alinha verde enrolou-se em mim, sufocando-me, apagando-me, esbatendo o meu laranja até que eu própria não passasse de um fio fraco e verde pálido.

E como é que as nossas linhas se voltaram a cruzar?

Pergunta ao destino, esse que mistura linhas para formar padrões disparatados.

Quando dei por mim não era apenas mais uma linha laranja que preenche o mundo. Quando reparei estava novamente entrançada presa em linha negra e desta vez não quis fugir.

E eu não espero que te revejas numa simples linha negra porque podes nem o ser – talvez sejas de um amarelo brilhante ou vermelho vivo - mas para mim serás sempre um emaranhado negro de mistério e sensualidade, que se exprime apenas através de um olhar do mais brilhante azul que alguma vez vi.

Também não peço que desfaças os nós que nos unem… mas pelo menos afasta-te dos meus sonhos, permite-me que me mantenha sã ou não saberei enfrentar o amanhã.

Deixa-me dormir em paz, sem ter de ouvir a tua voz forte ou olhar os teus olhos brilhantes cada vez que fecho os meus.

É tudo o que mais desejo, é tudo o que penso nestes últimos três dias - depois que passaste a povoar os meus sonhos sem pedir permissão.

Então adeus… até breve…

… até ao dia em que as nossas linhas se atem se novo ou se descruzem de vez...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

You and Me ... and a Cherry Blossom Tree ... (by me)



I just wish
It was only you and me
Sitting under a Cherry Blossom Tree




No worries
No needs
Just you and me
Under a Cherry Blossom Tree




Days may pass
Seasons may change
But will be there still
You and me
Under a Cherry Blossom Tree


Blossoms will warm our bodies
And sweeten our kisses
When we are together
You and me
Under a Cherry Blossom Tree




So let’s travel around the world
So we can always be
Together alone
Under a Cherry Blossom Tree
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...